A constância e a rotina do “ato de caminhar”, nos conduz a um “caminho interior”, trazendo muitos aprendizados interessantes e novas descobertas. A convivência com as coisas simples do campo despertam em nosso ser, novos interesses, tornando nossa alma mais pura, e nosso corpo mais leve.
Sentir novos aromas, ouvir o canto dos pássaros, observar o formato das nuvens, perceber as árvores que nos abrigam e protegem do sol ou da chuva, faz muito bem à mente e ao coração. Um forte choque entre o “ser urbano” e o “ser do campo”.
Um “mix” que confunde, que nos rouba a identidade, transforma valores, crenças e verdades, num “não sei o que”.
Substituir o terno pela bermuda. A pasta executiva, pela mochila. O computador pelo cajado. O carro pelo tênis. A pressa pela calma. O tormento pela serenidade.
O cheiro da terra molhada nos remete as origens.
E então me lembro: “Do pó viestes, ao pó retornarás.”
Um frio na barriga, e a lembrança clara que não somos imortais. Que morremos à cada dia. Me vem à mente as palavras que li em um livro (não me recordo o título) de um Xamã, quando lhe perguntaram o que ensinava.
- Ensino que a Terra não é da gente, nós é que somos da Terra.
Pense nisto!!!
José Palma é idealizador do Caminho do Sol (email:
palma@caminhodosol.org).