Neste artigo sugiro reflexão sobre a importância da distinção entre poder e autoridade. É triste quando vemos em pesquisas nacionais que menos de 15% de nossa liderança sabe esta distinção e ainda abusa do poder, com o velho jargão “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A revista Você S.A., de agosto de 2008, traz pesquisa que constata que menos de 15% dos líderes nas empresas brasileiras sabem trabalhar os conceitos de liderança. Assim sugiro uma reflexão sobre estes conceitos: (1) paciência e autocontrole;(2) gentileza a dar atenção, dar apreciação, encorajamento, cortesia; (3) humildade ao ser autentico, sem vangloria, sem orgulho; (4) respeito ao tratar os outros como importantes; (5) altruísmo ao ir de encontro das necessidades dos outros; (6) perdão a não manter ressentimento quando for injustiçado; (7) honestidade a não levar vantagem, responsabilizar-se; e (8) compromisso a ser fiel às próprias opções.
As pessoas misturam e confundem os conceitos do poder e da autoridade. A autoridade está pautada nestes oito conceitos anteriores; o poder, não. Autoridade é a habilidade de conseguir que as pessoas realizem a sua vontade, de bom grado, pela sua influencia pessoal. Neste ponto verificamos a capacidade de liderança, pois liderar é influenciar as pessoas pela força do caráter. Poder é a habilidade de forçar e ou obrigar os outros a fazer a sua vontade, mesmo que eles não queiram, por causa de sua posição de poder.
Dar ordens é muito fácil, não precisa de muita coragem para dar ordens. Uma criança faz isso, qualquer um pode exercitar o poder. Lembre-se: o poder não é nobre, o poder é pobre! A capacidade de influenciar pelo caráter, ou seja, a liderança, ela sim, constrói relacionamentos, esta é a força da autoridade. Pense nisso. Sucesso!
José Fernando Fonseca é mestre em Educação pelo Unisal, com atuação e desenvolvimento na área de psicodrama e professor da Faculdade Dom Bosco de Piracicaba.