Eis aí uma grande questão nos dias atuais. Sabemos que o trabalho de maneira obrigatória e excessiva nos desgasta, levando a cansaços físicos, ao estresse e a diversos outros males, no entanto aquela atividade a qual fazemos porque gostamos e não por necessidade ou falta de opção profissional, tira de nossas costas um peso enorme de carga, pois ali se encontra o fato de querermos fazer a tarefa e esse maquia qualquer fraqueza corporal.
Mas há também outro ponto, divertir de maneira irrefletida, sem se preocuparmos com o amanhã de tarefas que nos espera, pode nos desgastar muito mais do que nosso trabalho rotineiro. O final de semana chega, embarcamos nele com todo entusiasmo e alegria, prontos para descarregar sobre sábado e domingo o peso conquistado de segunda a sexta. Sem refletirmos sobre as diversões que poderiam nos levar ao cansaço e a perda de energia, passamos então por noitadas, recheadas essas de danças, bebidas, cigarros, drogas e muitas vezes até mesmo brigas ou discussões. Existem aquelas pessoas que preferem um churrasco, uma “pelada”, cervejada, um joguinho de sinuca com a família e ali também se entregam a diversão, sem lembrar de que irão voltar ao trabalho, além daqueles os quais levam serviços rotineiros da empresa, para fazerem em casa no final de semana, uma enorme loucura.
Você já deve ter falado numa dessas segundas-feiras logo pela manhã; parece que estou mais cansado (a), do que se estivesse trabalhando... É as pessoas precisam ser mais prudentes em suas diversões de finais de semana e feriados prolongados, para que depois não venham a culparem por todo o cansaço físico e psicológico; o trabalho. A verdade é uma apenas, nesses dias que teoricamente seriam de descanso e descontração, arrumamos em diversas ocasiões; encrencas com a família, sérias contusões em joguinhos de futebol ou qualquer esporte que seja, afastando-nos do dever profissional, dores por toda parte do corpo, sono descontrolado, términos de relacionamentos, perca grande de dinheiro, pois nosso pagamento entra pelo ralo, enfim, conquistamos então uma desmotivação total para iniciarmos a semana.
O trabalho quando feito em condições tranquilas e com prazer, nada mais é muitas das vezes que um refúgio, uma recuperação espiritual e até mesmo física. Estando trabalhando, evitamos todos esses males citados linhas atrás. É claro que como já disse, a atividade em excesso sem amor e descanso, nos leva ao um desgaste incessante. Na verdade um depende do outro, sem trabalho não há diversão, pois nos faltaria condições financeiras para isso, exceto caso de pessoas privilegiadas pelo poder aquisitivo e faltando o descanso, a descontração, nosso corpo e nossa mente entrariam então num enorme distúrbio emocional, refletindo para todos os lados, companheiros de serviço, familiares, amigos e parceiros em geral.
A melhor receita, para a boa junção desses dois pontos seria sempre refletirmos e planejarmos o que iremos fazer em nossos finais de semana e feriados, pensando de maneira cautelosa em tudo aquilo que poderia nos afetar física e psicologicamente, atrapalhando em consequência a vida profissional, pois sabemos que essa sendo atingida, retorna com diversos problemas para a vida pessoal. Cada um tem suas preferências, o livre arbítrio para divertir-se, porém vamos fazer dessas diversões momentos de recuperação, alegria e prazer evitando a colheita da desmotivação pessoal.
Douglas S. Nogueira é 1° secretário da Academia do Círculo Barbarense de Escritores e Leitores – Acíbel (e-mail:
douglas_snogueira@yahoo.com.br /
www.acibel.com.br).