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Claudia Stoy, que assina a coluna Histórias do Mundo em A Tribuna de São Pedro, passa a publica seus trabalhos no Gazeta Brazilian News
Priscila Fantato Especial para A Tribuna
Quem não “passa o olho” por aqueles desenhos mais ousados e divertidos publicados em diversas mídias? As charges colaboram com visões diferentes e cômicas de situações nem sempre tão engraçadas. Claudia Stoy, chargista desde a década de 90, quando criou as tiras ‘Histórias do Mundo’ para o ‘Nosso Jornal’, semanário que circulava em São Paulo, publicadas em Portugal (jornal ‘Nova Guarda’), e no jornal ‘BJD-Bragança Jornal Diário de Bragança Paulista’, entre outros, disse que este trabalho é uma forma de encarar a vida com humor. “Assim a vida fica mais divertida, eu acho. É a minha maneira de chamar a atenção das pessoas para acontecimentos e personagens do passado e do presente ao redor do mundo”, afirmou.
Para conseguir elaborar uma charge é necessário cautela e ética. Um site muito famoso é o www.charges.com.br, criado em fevereiro de 2000 por Maurício Ricardo Quirino. Nele, as pessoas podem encontrar diversos assuntos como as charges que parodiam fatos recentes, tendo como exemplo de personagens o presidente Lula, mas com nomes ligeiramente alterados (José Desceu, Paula Atolla, entre outros).
Em São Pedro, Claudia apresenta seus trabalhos semanalmente no jornal “A Tribuna”, além de continuar no jornal ‘BJD-Bragança’ e agora também no jornal ‘Gazeta Brazilian News’, dos Estados Unidos. “Desenho desde criança. Também fiz curso de Design Gráfico para agilizar o meu trabalho. Nos últimos anos, tive a oportunidade de trabalhar em importante evento cultural na cidade de Ilha Comprida (realizado pela Yogecá Companhia Ilimitada de Eventos, em parceria com a prefeitura local). Foi assim que em 2007, recebi um prêmio por um logotipo que criei, que se tornou marca registrada do evento”, destacou a chargista.
Rozinaldo Antonio Miani, da Universidade Estadual de Londrina (UEL/PR), defendeu a dissertação de mestrado com o trabalho “Charge: uma prática discursiva e ideológica”. “Procuramos identificar os principais aspectos que compõem o universo de definição da charge, reconhecendo a sua historicidade e determinando a sua condição de signo ideológico, portadora de uma discursividade de natureza persuasiva, portanto, reveladora de idéias e expressão ideológica de uma determinada posição que se encontra no exercício do poder e como discurso de convencimento”, diz o resumo do estudo apresentado em 2001, no XXIV Congresso Anual em Ciência da Comunicação, em Campo Grande (MS). Ainda de acordo com a dissertação, ao se desenvolver um breve histórico da caricatura no Brasil a partir do Século XIX, verificou-se que as características próprias da linguagem caricatural daquela época, na verdade, compõem o universo conceitual do que hoje definimos como charge.
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