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Flashes do repórter invadem a programação da Globo durante os três meses em que o reality show fica no ar
Foto: Divulgação - Valverde questiona as pessoas nas ruas para saber suas opiniões

Ana Carolina Rodrigues Da Agência Estado
Maníaco por "Big Brother", ele só é reconhecido em todo o Brasil uma vez por ano. Aos 38 anos, Vinicius Valverde acostumou-se a ter a vida tomada por alguns meses pelo programa da Globo desde a sexta edição da disputa, em 2006. É ele quem faz os boletins "De Olho no BBB", flashes que invadem a programação da Globo durante os três meses em que o reality fica no ar - com um microfone nas mãos, Valverde questiona as pessoas nas ruas para saber suas opiniões sobre a atração.
"Chego cedo ao Projac e, depois de discutir com a editora ideias para os flashes, sigo para as ruas", conta ele, que mora no interior de São Paulo. Geralmente, cinco edições de seu quadro são gravadas por dia - sem ter acesso às imagens exclusivas do reality. "Assisto essencialmente ao que passa na TV aberta. Acompanho como as pessoas de casa: me surpreendo, sofro, torço." Melhor assim, porque o "De Olho no BBB" precisa estar de acordo com o que a maioria dos telespectadores vê. "Acho que o que faço é uma continuação do que vai ao ar à noite", comenta. Apesar do pouco contato com o diretor do reality, J.B. Oliveira, o Boninho, Valverde conta que o admira. "Vejo-o diariamente, mas estamos em etapas diferentes do produto. Ele tem fama de bravo, mas é um grande paizão. Devo muito a ele pela chance de trabalhar na Globo em um programa de que sempre gostei. Realizo diariamente meu sonho."
Nas ruas, a maior parte dos telespectadores quer mesmo é mandar um recado para Pedro Bial. "O povo ama o Pedrão." Nessa edição, também já há os que mais rendem. "Os mais falados são os ‘coloridos’ (Serginho, Dicesar), o Kadu e o Dourado", conta.
Claro que seus boletins também são alvo de críticas. "Às vezes pegam pesado ao criticar negativamente o programa ou ao se referir à minha deficiência física com maldade (o apresentador tem um olho de vidro)", desabafa. "Estou pensando em pedir que o Manoel Carlos me deixe dar um depoimento no final da novela 'Viver a Vida'. Quem sabe eu comovo as pessoas?", fala, rindo.
A carreira de Valverde na TV começou em um canal a cabo internacional. "Eu era VJ do CMT, emissora de música country americano, que era transmitido para América Latina e para Austrália." Depois da experiência, ele foi escolhido em um concurso para um talk-show em uma afiliada da Globo no interior de São Paulo. "Esse programa existe desde 2004. Há cerca de seis meses, ele também é transmitido pela Globo Internacional." O apresentador ainda comanda outra atração de variedades na TV Vanguarda, que pertence a Boni (antigo chefão da Globo e pai de Boninho), e é sócio de dois restaurantes em São José dos Campos, a 90 quilômetros de São Paulo, onde trabalha e mora.
"A fama é consequência do meu trabalho, mas é engraçado ser reconhecido em Miami ou Lisboa e não em alguns lugares do Brasil, em certas épocas do ano." Se depender dele, essa situação vai mudar logo: "Sou ambicioso. Quero muito ter um programa em rede nacional, mas isso não depende só de mim. Tenho certeza que poderia fazer muitos programas como os que estão no ar na emissora. Mas eles estão em boas mãos e agora tenho de plantar e esperar. Um dia brota."
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