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Entre as principais equipes que ajudaram a despontar o fenômeno na cidade foram: Bema, Supermercado Defavari, Bar do Paxá entre outras
Foto: Divulgação - Ezequiel Nabas, o Bimbo, craque do futebol rio-pedrense

Bruno Bianchim Martim bruno @ tribunatp . com . br
Lenda viva, homem gol, jogador de pebolim. São muitas as designações - ao que muitos dizem – referentes ao ‘maior’ jogador que Rio das Pedras já viu. Ezequiel Nabas, 40, o Bimbo, é tetracampeão amador do futebol rio-pedrense. Matador, goleador nato e carrasco de algumas torcidas; Bimbo, segundo conta de terceiros, chegou aos 500 gols em gramados da cidade. Em 25 anos de boleiragem, ele foi artilheiro e diferenciado dos demais, porém, conta: “Nunca ganhei nada jogando bola, sempre joguei por amor. Até hoje, me deram uma chuteira e R$ 40”. Pouco para um típico centro-avante camisa 9.
Piracicabano, nascido em Monte Alegre, ele se mudou à Rio das Pedras ainda jovem, na década de 1980. “Nessa época, cortava com uma e chutava com outra”, garante o ambidestro. Dentro de campo, ele decidia. “Era bastante técnico, tinha inteligência na hora de jogar. Quando dominava não tinha pra ninguém”, afirma o nobre e humilde talento da terra.
As principais equipes que ajudaram a despontar o fenômeno Ezequiel Nabas, dentro de Rio das Pedras, foram: Bema, Supermercado Defavari, Caninha da Roça, São José, Democrata, União Baiana e Bar do Paxá. Hoje, ainda fera nas palavras cruzadas, e deixando a chuteira de lado aos poucos, ele revela que se inspirava, principalmente, no craque Zico para realizar dentro de campo suas peripécias.
Logo quando chegou à cidade, habitou pelo bairro Santo Antonio. Atualmente, Bimbo reside no Sítio Água Branca, com mãe, padrasto e mais dois irmãos – dos seis que tem. Desempregado, ele realiza somente alguns “trabalhos avulsos” por aí. E declara: “Já mandei alguns currículos. Mas ninguém me chama, estou precisando mesmo de um emprego”.
Fora das quatro linhas, ele teve uma grande desilusão; especialmente, porque vivia “um” de seus tempos áureos, quando ‘voava’ em campo. “Era para ter feito um teste no Santos, em 1993. Mas me deram um bote e acabei ficando sem o dinheiro que guardei e que usaria para ficar alojado treinando uma semana lá no time”, revela desapontado. Habilidade incomum e técnica refinada não impediam o talento de ser ‘bocudo’: “Fui expulso algumas vezes. Mas normalmente era bem tranqüilo”, revela.
Não à toa, todas essas características e estilo marcante fizeram de Bimbo uma das maiores lendas do futebol rio-pedrense. E aí, é gol de placa ou não é?
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"Boleiro bom nasce pronto", com essa frase Ezequiel Nabas resumiu sua trajetória no futebol amador.
SMEL - Onde começou no futebol? Bimbo - Comecei no bairro Monte Alegre, vendo meu pai jogar; após as partidas, treinava sozinho chutando para o gol. SMEL - Quantos títulos você ganhou? Bimbo - Em minhas contas uns 14 títulos no total. SMEL - Quantos gols você fez? Bimbo - Muitos. SMEL - Bimbo você contribuiu muito para o futebol amador de Rio das Pedras, o que você espera para o futuro? Bimbo - Ficar com meus amigos, e vez em quando bater uma bola. Só quero respeito; a sorte não é para todos, pensem nisso.
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