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Movida pelo instinto aventureiro, a educadora chegou em Piracicaba em 2003. “Vim achando que era um ovinho de cidade, mas é uma metrópole”
A exemplo de anos passados, por ocasião do Dia do Professor, comemorado hoje, o Centro do Professorado Paulista (CCP) Sede Regional de Piracicaba elege um profissional de destaque da educação. Em 2009, Marta Lopes Rezende é reconhecida como a “Professora do Ano”. Natural de Suíça Pernambucana, a estância turística de Gravatá (Pernambuco), Marta veio com apenas nove meses de idade para Mauá, no Grande ABC. Cursou a Faculdade de Artes em Santo André e no primeiro semestre do curso já ingressou no magistério. Já são 20 anos na disciplina de arte.
“Mandamos um ofício para as escolas e os próprios colegas escolhem o professor dentro da escola que atuam. Eles mandam um envelope fechado com o currículo do professor e o CPP monta uma equipe de avaliação, com professores aposentados e da ativa que elegem o professor que faz jus ao título”, explica Maria Aparecida de Mello Nogueira, secretária do CPP.
Movida pelo instinto aventureiro, Marta chegou em Piracicaba em 2003. “Foi uma escolha minha, tinha alguns parentes aqui. Vim achando que era um ovinho de cidade, mas é uma metrópole. No começo foi difícil, mas agora estou adaptada”, conta a professora, que logo ao chegar na cidade passou nove meses afastada por depressão. “Foi um período difícil”.
A primeira escola que Marta lecionou em Piracicaba foi a João Conceição, por um ano, e depois foi para o bairro Santa Rosa, na escola Avelina Palma Losso, onde ministra aulas de arte no Ciclo I, Ciclo II e no Ensino Médio. Desde o último ano, a professora também atua no Ciclo I da E.E. Mario Dedini. “Quando eles veem o currículo, veem a trajetória toda, dos 20 anos. No meu currículo mandei os projetos dos quais participei e acredito que foi por isso que fui escolhida. Foi um presente. Um fôlego para aguentar mais 10 anos. É bom trabalhar com projetos, acho esse o diferencial”, diz ela, que se engaja em projetos desde o início da carreira.
“Na verdade, foi o que me impulsionou. O trabalho em sala de aula é gratificante, mas com projeto é mais ainda, porque você junta as pessoas”, justifica. “Se eu recebi esse prêmio devido ao meu trabalho em projetos, agradeço a todos que estiveram envolvidos e que acreditaram em mim. O mérito não é só meu. Quem trabalha em projetos trabalha em grupo. O que diferenciou foi que eu gosto e tenho liderança”, completa.
A professora não esquece do trabalho dentro da escola Avelina, na qual está há sete anos. “No Santa Rosa tem um pessoal engajado na questão ambiental, por causa da lagoa do bairro, e levei isso para dentro da sala de aula. A Avelina tem um grupo muito comprometido com o ensino e faz valer a pena”, elogia a professora, lisonjeada com a escolha de seu nome para a homenagem. “Nunca tinha sido homenageada. A nossa profissão está desvalorizada. A gente continua brilhando, cada um com sua luzinha, então essa homenagem é importante”, avalia.
A Professora do Ano será homenageada na próxima sexta-feira, 16, em noite festiva no ginásio poliesportivo da sede de campo do CPP.
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