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Em vez de uma tela embutida no console central, sistema mostrará informações no computador de bordo do veículo, de série em todas as versões
Michel Escanhola e Ana Morano Da Agência Estado
O Linea chega este mês às concessionárias Fiat como o primeiro carro nacional a trazer navegador GPS integrado ao painel. Até agora, o recurso só está disponível em importados e funciona apenas no Porsche Cayenne - estreou na linha 2007. O utilitário é atualmente o único em que a tecnologia é capaz de mapear ruas do País.
Desenvolvido pela Magneti Marelli, o navegador que equipará o sedã Fiat é semelhante ao utilizado pela fabricante no hatch médio Bravo à venda na Europa e que deverá substituir o Stilo no Brasil até 2010. Batizado de Blue&Me Nav, o equipamento custará cerca de R$ 1 mil e será opcional em todas as versões do Linea.
Em vez de uma tela embutida no console central, o sistema mostrará as informações no computador de bordo do veículo (de série em todas as versões), que é igual ao do Punto e ficará no painel de instrumentos. Haverá setas indicando o caminho e alerta de voz, integrado ao sistema de som do veículo. O Blue&Me Nav+, que além das indicações no computador traz uma tela de 6,5", inicialmente não está previsto para o Linea brasileiro.
Ricardo Takahira, engenheiro da Magneti Marelli, diz que em relação aos aparelhos portáteis (presos por ventosas), os embarcados são menos dependentes do sinal de GPS. "Nos navegadores embutidos há um sistema que detecta quando não há sinal de satélite.
Esse recurso é conectado à central eletrônica dos freios ABS, registrando, por exemplo, o quanto o veículo andou e, o mais importante, em que direção. Com o auxílio desses fatores externos, o percurso preestabelecido pelo navegador não é interrompido." Segundo Takahira, nos modelos sem freios ABS é comum a utilização de um giroscópio, que consegue captar a distância percorrida pelo carro, mas não a direção. "Na Europa, os navegadores integrados ao painel são utilizados há mais de 20 anos. No Brasil, como até pouco tempo a legislação não permitia as telas na parte frontal dos carros, houve atraso na chegada da tecnologia."
ENTRAVES Para Fulvio Augusto Loreto, gerente de Pós Vendas da Stuttgart Porsche, o fato de alguns modelos importados não oferecem navegadores que funcionam no território brasileiro é uma questão mais comercial do que técnica.
"O sistema não é diferente do utilizado no exterior. O maior problema é ter o mapa brasileiro digitalizado e, obviamente, atualizado. Isso gera custos", afirma o executivo. Por causa disso, o Cayenne tem rotas mapeadas apenas para cidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O DVD de atualização de dados do sistema custa R$ 2.500.
Rogério Montagner, gerente de Marketing de Produto da Mercedes-Benz, explica por que os navegadores da marca não estão habilitados: "A fabricante não abre mão da precisão das informações. O Brasil é maior do que a Europa continental, por exemplo. Mapear um País deste tamanho e manter esses dados atualizados tem custos elevadíssimos."
Land Rover e BMW, que também vendem veículos no mercado brasileiro com navegadores não habilitados, estudam a adequação de seus sistemas. No entanto, não têm datas determinadas para que esses recursos comecem a funcionar por aqui.
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